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Advogados e segurança digital: um breve panorama

Em um cenário em que a tecnologia permeia todas as áreas profissionais, o setor jurídico se torna cada vez mais dependente de sistemas digitais para gerenciar informações, comunicar-se com clientes e armazenar documentos.

Essa transformação, embora traga agilidade e eficiência, também expõe advogados e escritórios de advocacia a um novo conjunto de riscos: o da vulnerabilidade cibernética.

Proteger dados sensíveis é hoje uma questão de responsabilidade ética, legal e estratégica.

Princípios básicos da segurança digital para advogados

O primeiro passo para compreender a importância da proteção digital é conhecer os três pilares da segurança da informação, conhecidos como CIDConfidencialidadeIntegridade e Disponibilidade.

  • Confidencialidade garante que apenas pessoas autorizadas tenham acesso às informações.
  • Integridade assegura que os dados não sejam alterados sem autorização.
  • Disponibilidade garante que as informações estejam acessíveis sempre que necessário.

Esses pilares formam a base de toda política de segurança digital eficaz — e são especialmente relevantes em escritórios que lidam diariamente com informações sigilosas de clientes e processos.

Entre as principais ameaças digitais que afetam o setor jurídico estão o phishing (mensagens falsas que visam roubar dados de acesso), o ransomware (sequestro de informações mediante pagamento de resgate) e a engenharia social, onde criminosos exploram a confiança humana para obter acesso a sistemas ou informações.

Outro conceito essencial é o Zero Trust — um modelo de segurança que parte do princípio de que ninguém deve ser automaticamente confiável, mesmo dentro da própria rede.

Aplicar o Zero Trust em um escritório de advocacia significa adotar camadas de autenticação, segmentar acessos e monitorar continuamente o comportamento dos usuários e dispositivos.

Protegendo o acesso e os dispositivos

O ponto de entrada mais comum para ataques cibernéticos continua sendo o acesso do usuário.

Por isso, advogados devem utilizar senhas fortes e únicas, preferencialmente gerenciadas por um gerenciador de senhas seguro, e habilitar autenticação multifator (MFA) para todas as contas importantes.

Além disso, é essencial manter notebooks, desktops e smartphones protegidos com antivírus atualizados, criptografia de disco e bloqueio automático de tela.

Em deslocamentos ou redes públicas, o uso de uma VPN é altamente recomendado, garantindo que as conexões sejam criptografadas e os dados não sejam interceptados.

Ao navegar na internet, deve-se evitar clicar em links de procedência duvidosa ou baixar anexos inesperados. O cuidado preventivo continua sendo a forma mais eficaz de defesa digital.

Segurança nas comunicações no setor jurídico

No ambiente jurídico, a troca constante de informações é inevitável — e também um ponto crítico de vulnerabilidade.

e-mail profissional deve ter autenticação reforçada e filtros antiphishing. Sempre que possível, use assinaturas digitais e criptografia de mensagens.

Aplicativos de mensagens como WhatsApp e Telegram também exigem atenção.

É recomendável ativar a verificação em duas etapas, evitar o envio de documentos sensíveis por chat e utilizar plataformas seguras de compartilhamento, como serviços de nuvem com controle de acesso e histórico de atividades.

Como evitar golpes e ataques digitais

Advogados estão entre os alvos preferenciais de golpes como o “falso cliente”, no qual criminosos simulam demandas jurídicas para obter informações confidenciais ou instalar malwares.

Outro ataque comum é a “CEO fraud”, quando golpistas se passam por sócios ou gestores para solicitar transferências financeiras urgentes.

A prevenção começa com a verificação de identidade — confirme sempre contatos por outros canais antes de enviar documentos ou valores.

Além disso, mantenha cópias de segurança atualizadas para mitigar os impactos de um possível ataque de ransomware.

LGPD e compliance para escritórios de advocacia

Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) é clara: escritórios de advocacia também são controladores de dados pessoais e, portanto, devem cumprir as exigências legais de consentimento, armazenamento e proteção das informações de clientes.

Adotar políticas internas de segurança, treinar equipes e implementar controles de acesso são medidas indispensáveis para manter a conformidade e preservar a confiança.

Considerações finais

A proteção digital deixou de ser um diferencial e passou a ser uma obrigação profissional para advogados. Cada documento, cada e-mail e cada acesso representa uma responsabilidade direta sobre a segurança da informação.

Investir em cibersegurança é investir em reputação, confiança e continuidade — valores fundamentais para qualquer escritório moderno.

Se você deseja se aprofundar no tema e fortalecer a segurança digital do seu escritório, conheça o FlipBook “Proteção Digital para Advogados: Como Proteger Informações Sensíveis no Mundo Conectado”, da EducaCyber.

Um material prático e acessível para ajudar profissionais do Direito a compreender e aplicar, no dia a dia, as melhores práticas de proteção digital.

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